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Entrando na menopausa

  • Foto do escritor: Juliana Delgado
    Juliana Delgado
  • 6 de jan. de 2021
  • 4 min de leitura

Atualizado: 26 de fev. de 2024

Tudo o que você precisa saber para iniciar este novo ciclo com saúde e bem-estar!



Entrei neste novo ciclo que leva todas nós mulheres à menopausa, aos 44 anos, o que é considerado perfeitamente normal pela medicina, sendo que a média é de 45 anos. Este é o período chamado de perimenopausa (ou pré-menopausa), e dura cerca de 10 anos até chegar na menopausa especificamente, ou seja, no cessar total da menstruação.


Mesmo assim, confesso que levei um susto! (Rss). Porque ela chega assim, de repente, sem avisar. Mexe com uma série de fatores dentro da gente e começa a provocar todas aquelas mudanças em nosso corpo físico e emocional.


Não sabia o que estava acontecendo. Meu ciclo menstrual foi interrompido, de uma hora para a outra, por 4 meses consecutivos. E como tenho alguns probleminhas ginecológicos que estão presentes em grande parte das mulheres, tais como ovário policístico e mioma, cheguei a pensar mil coisas terríveis (rss).


Mas claro, fui fazer minha bateria de exames e constatei, junto ao meu médico, que realmente estava começando a passar por uma transformação hormonal. "Meu Deus!!" Pensei. "E agora??! Fiquei velha, não posso mais ter filhos, minha vida produtiva acabou, etc, etc, etc.. É o fim!"


Exagerada eu né?! Realmente vieram as mais variadas questões em minha mente. Me deu um "baque". Mas a notícia boa é que tuuuudo passa! (Rss). E para isso, é muito importante ressignificar esse momento. Compartilhar nossas dúvidas e sentimentos com profissionais da área, amigos e familiares, e desconstruir os tabus que permeiam a menopausa. Assim se torna muito mais fácil compreender essa fase tão especial da mulher, superar seus desconfortos e continuar vivendo as coisas boas da vida!!


Quem me mostrou, e de uma forma linda, o quanto valiosa pode ser esta jornada, foi a querida naturóloga, acupunturista e facilitadora de círculos de mulheres Luana Almeida.




De acordo com Luana, a primeira atitude a ser tomada é absorver que a menopausa não é doença, mas uma transição da mulher para uma nova etapa de vida. É quando atingimos nossa maturidade máxima, e com ela nos apropriamos de todas as nossas potencialidades. Para podermos, a partir daqui, expandi-las e alcançar nossa plena realização pessoal.


Não é à toa que muitos profissionais e mestres espirituais denominam esse período de "Plenopausa". Sendo perfeitamente possível levá-la de uma forma mais leve. E nos permitir entrar num processo muito bonito e profundo com nós mesmas.


Luana ainda reforça: "Nessa etapa, nosso corpo não tem mais acesso à procriação propriamente dita (filhos). Dessa forma, toda a energia antes voltada para a gestação começa a ser manifestada no coração. E a partir disso a mulher começa a acessar seu íntimo, o amor incondicional. Se torna sábia, porque já passou por todos os processos da vida (buscas, descobertas e gestações, seja de filhos, famílias ou projetos). E agora, chega com imensa sabedoria para transmiti-la ao outro".


E mais, há tanta beleza nessa mulher, que quando entramos nessa fase não precisamos mais ficar presas aos padrões de juventude e beleza extrema, impostos pela cultura patriarcal e machista na qual vivemos. Aceitar as transformações naturais do nosso corpo se torna um grande aprendizado. E até mesmo libertador, se nos apropriamos dessa mulher divina que acabamos de nos tornar!


Então, minhas caras, vamos cultivar as boas experiências e relações que a vida pode nos proporcionar?!



Quanto aos aspectos físicos e sintomas que se iniciam nessa nova fase, os mesmos variam de mulher para mulher. E acontecem naturalmente em decorrência das alterações hormonais que fazem parte desta transformação.


Eu, por exemplo, me deparei com uma grande mudança em meu corpo. Fiquei mais "quadradinha" (rsss), dei uma leve engordada e comecei a inchar muito. Adquiri também as "famosas" dores de cabeça e ciclos menstruais totalmente instáveis.


Tenho que dizer que os inchaços e gordurinhas a mais são bem desconfortáveis para mim. Uma batalha diária manter a forma atualmente! Então procuro dobrar alguns cuidados, o que é fundamental para tratar dos nossos sintomas. E o quanto antes melhor! Assim podemos aliviá-los ao máximo, prevenir outros e até cessá-los em alguns casos.


Para algumas mulheres, os sintomas são bem complexos e desagradáveis, e por isso o tipo de tratamento varia conforme a necessidade. Possuímos organismos e heranças genéticas completamente diferentes umas das outras. Então recorrer a um médico de nossa confiança é primordial!


Para se ter uma ideia, a tão polêmica reposição hormonal pode ser útil em alguns casos, mas em outros chega a ser completamente contraindicada. Como, por exemplo, nos quadros onde já existe uma predisposição genética para obter câncer de mama ou no endométrio. E isso, só um especialista pode avaliar.


Mas uma coisa é certa. Adotar práticas naturais, principalmente aquelas já comprovadas pela medicina tradicional, traz um benefício enorme para a saúde da mulher nesse período. Porque proporcionam o equilíbrio corporal, mental, energético e emocional para lidar com todo esse processo.


Eu já adotei algumas!



O yoga, para mim, é essencial! Após apenas dois meses de prática, já colho resultados incríveis! Inclusive, existem inúmeros estudos que confirmam que as mulheres que o incorporaram em seu dia a dia chegam a cessar seus sintomas.


Além disso, procuro caminhar num ritmo mais acelerado, nadar, andar de bike mais vezes por semana, meditar (o que alivia a ansiedade) e cultivar uma dieta balanceada, livre de alimentos processados. Ah, tive que diminuir o consumo de bebida alcóolica também, infelizmente, pois ela passou a comprometer mais meu organismo. No entanto, resolvi pegar leve comigo mesma e não abolir totalmente!


Identifique, então, as práticas que têm mais a ver com você. Aprofunde-se e saiba como elas podem lhe auxiliar. E lembre-se sempre: Alimentar-se de uma forma saudável e praticar exercícios diariamente faz toda a diferença!


Conteúdo criado por

Juliana Delgado para a Sobonline.

 
 
 

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